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Solidariedade a Letícia Magalhães mobiliza ato em Itapetinga

Moradores de Itapetinga se reuniram na última terça-feira (3) na praça Dairy Valley para um ato de solidariedade à professora Letícia Magalhães, docente do curso de Biologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). A mobilização ocorreu após a professora divulgar um vídeo nas redes sociais em que relata ser vítima de violência psicológica, moral, patrimonial e vicária praticada por seu ex-marido.
Segundo o depoimento de Letícia, apesar de possuir medidas protetivas contra o agressor, uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou a expedição de mandado de busca e apreensão do filho do casal, que atualmente está sob seus cuidados. A decisão também prevê a possibilidade de decretação de prisão da professora caso ela não entregue a criança ao genitor.
A liminar foi concedida pelo desembargador José Cícero Landim Neto, da 5ª Câmara do TJBA. De acordo com a defesa da servidora pública, a decisão suspendeu os efeitos da sentença que havia concedido a guarda à professora sem a devida garantia do contraditório e da ampla defesa, princípios fundamentais do devido processo legal.
Letícia se afastou das atividades na Uesb em 2021 para cursar doutorado em Brasília. Durante esse período, segundo seu relato, ela apoiou o então marido na estruturação do próprio negócio. Para viabilizar a empresa, foram realizados diversos empréstimos em seu nome, o que resultou em uma dívida superior a R$ 200 mil. A professora afirma que a situação caracteriza violência patrimonial.
Após a separação do casal, em 2024, e a recusa de Letícia em continuar pagando os empréstimos, ela relata ter passado a sofrer perseguição judicial e ameaças do ex-marido, incluindo declarações de que cometeria suicídio. Ainda segundo a professora, o filho do casal tem sido utilizado como forma de pressão e intimidação, prática conhecida como violência vicária.
Enquanto busca garantir a própria segurança e a do filho, Letícia tenta que o Tribunal de Justiça da Bahia reveja a decisão e conceda, de forma definitiva, a guarda da criança à mãe.
Durante o ato na praça Dairy Valley, manifestantes exibiram cartazes e realizaram discursos denunciando a violência de gênero e criticando obstáculos enfrentados por mulheres no sistema de justiça. Os participantes também pediram revisão urgente no julgamento do caso e maior proteção às vítimas de violência doméstica.

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